Publicações de 2025
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Dissertação - Thaiz Aparecida Pereira
O uso da interseccionalidade no campo da saúde no Brasil: uma revisão sistemática.Autora: Thaiz Aparecida Pereira (Currículo Lattes)
ResumoObjetivo: Identificar publicações cientificas no período de 1989 a 2024, referentes a interseccionalidade e seus marcadores sociais da diferença relacionada ao campo da saúde no Brasil, descrevendo os métodos de pesquisa que vêm sendo trabalhados e apresentando as principais temáticas de estudos da saúde que acionam a perspectiva da interseccionalidade. Delineamento: Síntese sistemática da literatura com busca estruturada, análise crítica e transparência, baseado na análise de artigos originais (qualitativos - quantitativos - mistos) e ensaios. Metodologia: Estratégias de busca foram empregadas utilizando os termos: 'enquadramento interseccional' OR interseccionalidade OR intersectionality, combinados com saúde OR 'saúde pública' OR 'public health'. Esses descritores foram aplicados nas seguintes bases de dados científicas: Embase, LILACS, PubMed, Scopus e Web of Science. A partir das buscas, um banco de dados foi gerado na plataforma digital RAYYAN. A seleção dos artigos foi realizada individualmente por duas revisoras, com base nos critérios de inclusão e exclusão previamente definidos. Inicialmente, cada revisora selecionou artigos de interesse por título e resumo. As inconsistências foram debatidas entre elas. Por último, foram lidos os artigos na íntegra e aqueles artigos inconsistentes quando permaneceram, foram discutidos entre os quatro colaboradores. Resultados: Foram incluídos 69 estudos na saúde. Vinte e três utilizaram métodos qualitativos (como etnografia, entrevistas, grupos focais), 30 adotaram abordagens quantitativas, três combinaram métodos e 13 consistiram em ensaios teórico-metodológicos. Geograficamente, 30 estudos têm abrangência nacional; regionalmente, encontram-se principalmente nas regiões Sudeste (24), Nordeste (17) e Sul (12); não houve estudos na região Norte. Os temas mais recorrentes englobam acesso, políticas e gestão em saúde; HIV/AIDS; saúde materna e infantil; saúde mental; violência; insegurança alimentar; justiça ambiental; impactos da COVID 19; saúde LGBTQIA+; saúde masculina; comportamentos de risco a DCNTs. Estudaram-se frequentemente os marcadores sociais: gênero (65), raça (63), classe (50), idade (19), território (20), escolaridade (24). A interseccionalidade foi identificada como lente analítica central, capaz de revelar a inter-relação simbiótica e multiplicativa de marcadores sociais reforçando a perversidade de opressões como racismo e sexismo, e demonstrando seu potencial como ferramenta transformadora voltada à equidade e à justiça social. A análise evidencia que a intersecção ampliou as desigualdades e que, conforme aumenta a exposição, a saúde fica mais afetada e com desfechos mais expressivos. Conclusão: É abordado múltiplos temas e diversos marcadores interseccionais, contudo, há lacunas em regiões como Norte e Centro-Oeste, além de menor frequência de estudos sobre obesidade, deficiência, estado civil e ocupação, assim como escassos estudos sobre a população indígena. É essencial expandir a produção acadêmica nessas áreas para promover políticas públicas sensíveis às necessidades de grupos mais vulneráveis.
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Dissertação - Thales Rodrigues de Almeida
Prevalência de depressão e sua associação com uso problemático de smartphones e o possível efeito mediador das redes sociais entre estudantes de graduaçãoAutor: Thales Rodrigues de Almeida (Currículo Lattes)
ResumoObjetivo: Estudantes universitários também estão mais vulneráveis à dependência do smartphone e desfechos negativos de saúde mental. Portanto, o objetivo deste estudo é investigar a prevalência de depressão e sua associação com o uso problemático de smartphones, bem como o possível papel mediador do uso de redes sociais nessa associação, entre estudantes de graduação. Método: Estudo transversal com amostragem por conglomerados de alunos com idade superior a 18 anos da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). As variáveis investigadas são depressão (PHQ-9), uso problemático de smartphone (SAS-SV), uso de redes sociais e variáveis sociodemográficas. Foram conduzidas as análises descritivas, bivariadas, multivariadas e análise de equações estruturais. Resultados: Identificou-se o uso problemático de smartphone associado à depressão (p<0,001; 1,27-1,73), assim como ser do sexo feminino (p<0,001; 1,30-1,81), ter orientação sexual de minorias (p<0,001; 1,14-1,50) e estar insatisfeito com o curso (p<0,001; 1,41-2,02). Maior renda apresentou ser fator protetor para sintomas depressivos (p<0,001; 0,59-0,85). O Instagram faz a mediação de 7,9% do efeito entre uso problemático de smartphone e depressão, enquanto o Tiktok medeia 5,6%. Conclusões: Os achados destacam a associação entre uso problemático de smartphones e depressão em universitários, parcialmente mediada pelo Instagram e TikTok. Estratégias preventivas e intervenções focadas no uso saudável das redes sociais podem mitigar impactos negativos e promover o bem-estar psicológico. Este estudo possui limitações, como possíveis viés de seleção, informação e sobrevivência.
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