Publicações de 2023
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Dissertação - Vanessa de Nazaré Silva Martins
FATORES EXTRÍNSECOS PARA QUEDAS EM DOMICÍLIOS DE IDOSOS DA ZONA RURAL DO RIO GRANDE- RSAutor: Vanessa de Nazaré Silva Martins (Currículo Lattes)
ResumoObjetivo: descrever a presença de fatores de risco extrínsecos e sua associação com quedas de idosos residentes na área rural do Rio Grande, RS. População alvo: idosos (≥ 60 anos) residentes na zona rural do município do Rio Grande, RS. Delineamento: estudo transversal com os indivíduos pertencentes à coorte EpiRural Rio Grande. Desfecho: prevalência de fatores extrínsecos associados a quedas em domicílios de idosos rurais. Processo amostral: as estimativas de frequências das exposições e o risco relativo para cada exposição foi estimado através dos valores encontrados na revisão de literatura e dados levantados no estudo de linha de base, variando de 1,1 a 2,3. Conforme os dados apresentados, para investigar os fatores associados, será necessário um tamanho amostral de 714 idosos. Análise: os dados foram analisados por meio do Software Stata V.13. Na análise bivariada buscou-se associações entre os fatores de risco e quedas (IC 95%). A análise ajustada foi realizada pela Regressão de Poisson, com medidas de efeito expressas em razões de prevalência. Os dados foram analisados para um nível de significância de 5%. Resultados: participaram do estudo 862 idosos, dos quais 21,7% relataram ter sofrido alguma queda nos últimos 12 meses. 20,3% dos idosos possuíam até 4 fatores extrínsecos e 21,7% possuíam cinco ou mais fatores. Na análise ajustada, apenas a presença de tapetes/piso antiderrapante no chuveiro (RP 1,32; IC95% 1,03-1,71) manteve-se associada com o maior risco de quedas. Conclusão: A população de idosos da zona rural do município do Rio Grande-RS tem alta prevalência de fatores de risco para quedas em suas residências. Contudo, apenas tapetes/piso antiderrapante no chuveiro foi associado às quedas nesta população. Conclui-se assim que a queda é um evento multifatorial que deve ser analisada de forma 9 mais detalhada, considerando as características da população estudada, dos fatores dos ambientes internos e externos ao domicílio e das comorbidades do indivíduo. Descritores: Acidentes por quedas, Idoso, Fatores de risco, Zona rural.
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Dissertação - Yasmin Marques Castro
AVALIAÇÃO DOS EFEITOS DE PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE SEXUAL VIA NOVAS MÍDIAS DIGITAIS PARA ADOLESCENTES: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE DOS ENSAIOS CONTROLADOSAutor: Yasmin Marques Castro(Currículo Lattes)
ResumoObjetivo: Investigar os efeitos dos programas de educação em saúde sexual realizados a partir de mídias digitais para adolescentes. População alvo: Adolescentes. Delineamento: O estudo trata-se de uma revisão sistemática e meta-análise das intervenções de saúde sexual realizadas através de mídias digitais. Foram utilizadas as bases de dados: Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL), PubMed, EMBASE, Web Of Science, SciELO e LILACS, publicados entre janeiro de 2000 à junho de 2022, nos idiomas inglês, português e espanhol. A estratégia PICOS para a inclusão dos estudos possui a seguinte definição: (P) População: adolescentes de 10 a 19 anos; (I) Intervenção: Programas de educação em saúde sexual realizadas através de mídias digitais; (C) Comparador: Nenhum ou outro programa educativo; (O) Desfechos: Comportamentos sexuais de risco, uso de preservativo, incidência de gravidez não e conhecimentos adquiridos acerca da saúde sexual em geral; (S) Delineamento: Ensaios clínicos, ensaios de campo e ensaios comunitários. Análise: A meta-análise foi realizada através do modelo de efeitos aleatórios, foram calculadas as diferenças das médias padronizadas (DMP) para os desfechos contínuos e risco relativo (RR) para os dicotômicos, bem como os intervalos de confiança de 95% (IC95%). A heterogeneidade foi avaliada por meio da estatística (I²). Para o viés de publicação foi utilizado o gráfico de funil e o teste de Egger. Resultados: 17 estudos foram incluídos, a maioria, ensaios controlados randomizados e baseados na intenção de tratar. Houve variabilidade dos tipos de mídias, conteúdos e tempo de duração. As intervenções tiveram associações estatisticamente significativas para a eficácia do uso de preservativo (DMP: 0,14; IC95% 0,02-0,26; p: 0,02; nível de evidência: baixo) e aumento de conhecimento em saúde sexual (DMP: 0,66; IC95% 0,27-1,04; p: 0,001; nível de evidência: moderado). As intervenções apresentaram um fator de proteção de 43% para gravidez não planejada (RR: 0,57; IC95% 0,23-1,41; p: 0,22; nível de evidência: muito baixo), assim como apresentou aumento da intenção do uso de preservativo (DMP: 0,08; IC95% -0,08-0,24; p: 0,30; nível de evidência: muito baixo), contudo, ambos os desfechos não apresentaram significância estatística. Não foi possível realizar a meta-análise do desfecho de comportamento sexual de risco, pela pouca quantidade estudos, porém os grupos que receberam as intervenções apresentaram comportamentos mais assertivos. Conclusão: O uso das mídias como ferramentas de educação em saúde sexual foram capazes de promover o uso correto de preservativo, aumentar o conhecimento em saúde sexual entre os adolescentes, contudo os níveis de evidência foram considerados baixo e moderado, respectivamente. O comportamento sexual de risco também apresentou resultados mais favoráveis nos grupos que receberam as intervenções. Novos ensaios controlados com períodos mais longos de acompanhamento devem ser realizados.